Inclusão Social

Novo projeto trabalha com inclusão social dos indivíduos, agora com acesso exclusivo à educação.

Entre as centenas de colaboradores GPA, que desenvolvem muito bem – cada um na sua – as funções que lhes são passadas, há um grupo, que também não é pequeno e faz um trabalho imprescindível para a empresa. E, por trabalhar dentro da área de segurança do Complexo, não é visto por todo mundo. É o grupo de presos contratados pela GPA.

E promover condições de trabalho para os presos é parte de processo maior dentro da GPA. Criar oportunidades para transformar vidas está no DNA da empresa desde sua fundação. E na sua missão também. Quando dizemos que a missão é prestar serviços com qualidade, segurança, eficiência e sustentabilidade e promover a humanização de toso o sistema prisional brasileiro e gerar de valor para presos e familiares entre tantos outros públicos não estamos falando da boca pra fora. “Basta olhar em volta para constatar que praticamos o que falamos”, diz, orgulhoso, o presidente da GPA, Rodrigo Gaiga.

E a GPA também dá exemplo. É a empresa que mais contrata mão de obra de presos entre os tantos parceiros do Governo do Estado nesse propósito dentro do Complexo. São hoje 125 presos contratados pela GPA, o que corresponde a cerca de 18% do total de Colaboradores da companhia.

No Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP), construído e administrado pela empresa há dois tipos de contratação de mão de obra de presos. O que ela própria contrata e o outro, em que eles são os contratados por outras empresas e desenvolvem seu trabalho tanto dentro quanto fora do CPPP.

O grupo de presos contratados pela GPA desempenha uma série de funções nas atividades de manutenção, limpeza, almoxarifado, entrega de comida, de uniformes e costura de roupas e até bolas para consumo interno dos próprios presos.

Anísio de Moura, um dos presos contratados pela GPA, tem 34 anos e está no CPPP há quatro. Antes de chegar aqui nunca teve oportunidade de emprego dentro do sistema prisional. Trabalha como serralheiro do Complexo.

Ele é um dos que garantem perceber a transformação que o trabalho vem fazendo em sua vida. “Ser livre para mim é produzir”, resume. E produz muito. De sua serralheria já saíram armários de aço, mãos francesas, prateleiras, suporte para notebooks, placas de sinalização, grades, estantes para livros, urnas que foram instaladas nos orelhões para mensagens de colaboradores e muito mais. Quando retorna a cela, cansado de um dia de trabalho é o tempo de comer e tomar banho. “Assim logo durmo e já está na hora de ser livre de novo”, conclui.

Já Fabiano de Souza tem 31 anos, está preso desde 2009, mas já teve experiências de trabalho em outras unidades por que passou. “Todo mundo quer trabalhar porque tem remissão, você distrai a cabeça e tudo isso. Mas trabalhar também dá prazer. A pessoa acorda bem disposta, com vontade de realizar bem o seu trabalho”, diz.

Esse é outro ponto em que a GPA aposta. Principalmente por ser um valor do qual a empresa não abre mão. A crença nas pessoas. “Quem recebe um voto de confiança se sente útil e não quer perder isso”, aposta Rodrigo Gaiga. É essa filosofia que ele prega para as equipes de Atendimento voltadas para o trabalho dos presos. A gerente de Atendimento da GPA Nathália Fernandes concorda. “Junto com a crença na pessoa está outro valor muito importante para nós: respeito e ética com transparência”, emenda. Há dois anos na GPA ela coordena, entre outras tantas equipes de Atendimento, cerca de 10 pessoas voltadas exclusivamente para fazer a gestão do trabalho dos presos.

“Da porta da unidade da GPA, onde entra ali o trabalho da GPA é diferente. Porque tem respeito de ser humano. De lidar com pessoas”, lembrou o preso Sérgio Ricardo Jr. em depoimento para vídeo da empresa.

Um ponto por exemplo que a GPA faz questão de deixar claro é: não há emprego e trabalho para todos. O desemprego que atinge o país se reflete também no sistema carcerário. “A mesma dificuldade de arrumar um emprego lá fora se vê aqui”, compara Rodrigo Gaiga. Os resultados que a GPA vem alcançando servem para incentivar outras empresas a dar uma oportunidade às pessoas que aqui estão. O trabalho desenvolvido pela equipe de Atendimento da GPA também.